5 links pra valer uma tarde de ócio!

De tempos em tempo, eu pego um tantão de coisas que ando vendo por aí, separo e venho contar pra vocês! Sim, miscelânea de informações e distração pra um tempo ocioso, aqui você encontra!

1. Mulheres, que como eu, sonham com a liberdade de fazer um “xixi de pé”: Chegou a nossa vez!

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2. Tá desanimado? Veja 5 coisas para melhorar a vida que podem ser feitas em 5 minutos!

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3. Tá reclamando dos seus governantes e não faz nada pra ajudar? Conheça o projeto Serviços Gerais, aonde grupo que decide “reformar” São Paulo, consertando pequenas coisas pela cidade!

4. E se fosse possível tocar nas memórias? Pensando em como o tato é uma das maneiras que os deficientes visuais têm de enxergar,  uma agência espanhola produziu um vídeo lindo para apresentar a impressora 3D portátil The Bucaneer.

5.  Uma página do Facebook chamada Sinta-se Paulistano, que satiriza o lifestyle de quem vive na maior metrópole do país, criou de pôsteres divertidos que ensinam qualquer pessoa a se tornar um típico paulistano.

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Sobre as cores das pessoas…

 

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Eis que chega a primavera e o muito que eu li por aí não soava como florescer! Parecia coisa até pior que erva daninha, pois doía pra arrancar! É que talvez eu fosse inocente para os olhos de uns, que agradeço a doçura das palavras, mas firme e de coração valente para outros, que admiro e quero ao lado! E aqui, não passou o ódio ou a falta de compreensão, sobrando espaço pra transformar e não bitolar num “mimimi” interminável que não me compra, pois um país melhor eu faço quando dou bom dia e abro um sorriso, principalmente pra você leitor, que veio até aqui e está se dando o trabalho de me ler. E se me disser que leu, te prometo um abraço e nem precisa votar em mim pra isso! E se gostar de cores então, já temos muito em comum, pois essa é minha tribo…

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Daí trazem da Índia, o Holi, que é um é um festival das cores, pra comemora a chegada da Primavera. Neste dia, as pessoas atiram tintas das mais diversas cores umas às outras. E não é que deu todo sentido pra mim ter ido lá? É que eu gosto de palavras e principalmente de gente com “Cor”

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…Com Coração! Daqueles quentes que saem da boca e arrepiam, quando o tempo se perde na hora que olho trava. Com coração valente que enfrenta o seu medo por uma batalha, às custas das perdas necessárias. Com coração bandido que rouba a respiração contínua, que trava a garganta, dá nó nas tripas, seca a boca, mas que a gente não paga a fiança. E com coração companheiro, que não fica só em seu peito e aconchega mais que o travesseiro.

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…Com Coragem! De ser de verdade, sair do casulo e buscar olhar o mundo que não é só seu e é de todo mundo… De pedir desculpas ou pedir um beijo, sem medo da resposta… De falar de sentimentos à quem a gente gosta. De rir de si mesmo e fazer graça, de saber resolver quando a dor não passa e de não se abater, quando sentir que lá vêm a desgraça!

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…Com Corpo! Que é torto e desengonçado, com marcas e cicatrizes de histórias tatuadas, que não são escondidas ou mascaradas. Que é quebrado ou faltando um pedaço, que faz todo o esforço valer a conquista e cada conquista valer o próximo passo. Que é leve e fluído, que dança sem medo do ritmo e sem ver a balança pra medir as vontades que ele produz. Com corpo disposto e desperto que sinaliza e se molda de acordo com os movimentos que ele mesmo induz. E com corpo que abriga e acolhe a gente, quando tudo que se quer é se encostar, se “preguiçar”, se abraçar e … sei lá, ver um filme…

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(Fotos: Denise Sicari, Marcelo Leal de Oliveira e Tatiana Bittar)

 

 

Uma Carta pro Filhinho da Minha Prima que Nasceu

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Ei, sei que você chegou no seu ritmo, que é justo. Mas, garoto, vou lhe dizer uma coisa: você demorou um bocado pra vir.

Dentre tantos outros motivos, digo que você demorou porque a Mama não está aqui pra ver você e esse seu sorriso maroto. Não tá aqui pra ver as caras e bicos que você faz, pra te pegar no colo e te admirar, com o mesmo brilho no olhar que ela tinha quando fazia isso com a gente.

Tá! Sei que vocês já devem ter se esbarrado por aí e que, certamente, ela soprou em seus ouvidos uma centena de dicas sobre como lidar com cada um de nós. E sei que você fará isso com a maestria desse garoto bacana que é. Mas é que achei sacanagem demais da sua parte privar a gente de ver os olhos dela marejados quando soubesse que você estaria a caminho. De ver aquele meio sorriso cheio de emoção, que só japoneses da nossa família sabem dar quando estão realmente comovidos.

Dizem por aqui que o mundo anda maluco demais, feio demais, triste demais pra crianças como você viverem. Mas, por favor, não dê ouvido a eles. O mundo anda sim, meio doido. Mas existiu algum dia em que ele não foi?

As pessoas te dirão o que fazer o tempo todo, mas depois de obedecer a seus pais, escute seu coração. É, você pode demorar metade da sua vida pra entender, mas ele vai te mostrar o caminho certo sempre. Talvez você entenda isso de outra forma. Pode chamar de instinto, sexto sentido, a sirene que grita dentro de você o tempo todo. Chame como quiser, desde que você não silencie nem ignore isso. Sim, tenha os pés no chão sempre, mas nunca deixe seu lado sonhador morrer. Sonhar às vezes dá um medo da porra… mas se seus sonhos não derem nem uma estremecidinha no seu estômago, talvez seja melhor você repensá-los…

Estude, estude muito, estude sempre. Faça sempre o que gosta. Vão te dizer que você precisa escolher alguma profissão que dê solidez a longo prazo. Mas de nada adiantará você ter uma vida longa e confortável e ser infeliz – pelo menos é o que dizem por aí. Não perca o foco, seja bom em alguma coisa. Siga sempre o caminho do bem. Não se preocupe tanto com o amanhã. Tenha fé. O resto, o universo trata de arrumar pra você.

Viaje, aprenda outras línguas, pratique todos os esportes possíveis, dance, faça piadas infames, seja nerd, ouça músicas estranhas. Ou então não faça nada disso. Mas faça algo que te comova de verdade. E não fique triste se isso significar ser diferente de tudo que estiver ao seu redor. Claro, ser diferente nem sempre é fácil. Mas o mais fácil nunca é o mais gratificante.

Algumas (ou muitas) pessoas te magoarão durante esse caminho. Mas, por favor, não deixe que eles te endureçam. Caia noventa vezes, levante noventa e uma. E sempre que você pensar, nem que seja só por um segundo, que você não vai conseguir, lembre-se de onde veio. E recorra a sua família sempre. Eles serão a resposta pra todas as dúvidas que deixarão seu coração aflito.

Acredite no amor. E não desista dele nunca. Experimente todas as formas possíveis de amor. E descubra o seu jeito de amar. Ele será seu DNA nesse mundo. E fará toda a diferença no dia a dia das pessoas ao seu redor. Fará toda diferença na sua vida.

Valorize sua opinião, mas não seja rude desnecessariamente. Nem impositivo. Não se sinta a última coca cola nesse deserto paulistano. Isso é muito chato. Tipo picada de borrachudo no meio do carnaval. Mas nunca se deixe minguar por conta de um outro alguém. Não seja autocrítico demais. Vai treinando seu sorriso desde já: ele te abrirá muitas portas e fará seu caminho mais leve.

Se um dia você tiver irmãos, cuide bem deles. Cuide pra que a relação entre vocês seja sempre forte, frutífera e saudável. Isso será essencial em algum momento da sua vida, mesmo que não perceba. Se não tiver irmãos, faça bons amigos. Não demore muito pra se dar conta do quanto eles serão importantes na sua trajetória. E acima de tudo, ame seus pais sempre. Daqui pra frente, eles vão errar pra caralho, muito mais do que erraram até agora. Mas é você que vai fazer tudo isso valer a pena. Seja paciente com eles. Com os dois.

E pra tudo isso não ficar tão louco quanto parece, ouça suas músicas prediletas todos os dias. Rapidinho, vai aprender que esse mundão pode ser muito mais colorido e amável do que esse povo azedo pinta.

Antes que alguém confunda sua cabeça, é melhor eu me apresentar: sou sua prima. Porém, sei que minhas longas pernas, minha cabeça grande e esses poucos anos de diferença farão você me chamar de tia. E por mim, tudo bem, desde que você seja de alma leve e brincalhão, como toda criança deve ser.

Graças a você, talvez o momentos com seu pai, regados a Busca Vida, diminuam um pouco. E talvez eu deixe de ser a bonequinha de pele e osso da sua mãe (há tempos ela diz assim só fui quando criança. Mas, pra você eu posso confessar: ainda me sinto assim perto dela). Mas, desde que soubemos da sua viagem pra cá, só ganhamos mais momentos pra celebrar. Graças a você, esse foi o último Natal sem graça, sem a malandragem infantil. E você terá certeza de tudo isso, quando notar todos esses olhos apaixonados e babões sobre você.

Não vou me demorar muito por aqui porque teremos bastante tempo para papos cabeça. E também porque as pessoas por aqui não gostam de ler textos com mais de um parágrafo. Mas quero que saiba que é um alívio saber que você tá aqui. E que tá chegando despido de pré-conceitos, livre de amarras. Só assim pra deixar mais leve essa sua missão de tornar esse mundo menos cozido. Menos coxinha.

Estado separatista, a gente vê por aqui!

É brasileiros, aí vai o desabafo de Facebook que virou texto longo e agora post com mais algumas coisas, pra uma segunda-feira daquelas!!!

…Queria dizer que não entendo a comemoração de muita gente. Nosso país democrático disse tanta coisa nas urnas, que é tudo muito preocupante… Mas como somos bairristas e o que importa pra muitos é vestir a camisa do estado, vejamos o que se passa por aqui: A vida em São Paulo tá sendo feita pra você, leitor de Facebook, se esconder e ficar guardadinho na sua casa, saindo pras ruas só de carro e se tiver uma grana, blindado. E esse trânsito que você posta todo dia na sua fotinho do Instagram, que gera o curtir de meia dúzia, você até já se acostumou, né? Colocou sua música no rádio, viu uma piadinha no “Zap Zap”, deu uma desculpinha pro chefe, reclamou da faixa dos ciclistas e foi lá viver seu mundinho de umbigo. Enquanto isso, no metrô, nem te conto: Tá todo mundo espremido que nem sardinha, esperando um milagre de uma linha à mais, contando o tempo pra ver se consegue entrar no vagão e o Instagram, é do trânsito de gente ou dos ratinhos nos trilhos do trem. É amigo, mas vamos comemorar! Bora pro happy hour da semana? Sua breja esperta com os amigos no bar? Putz, chega cedo tá? Pois tá acabando a água e eles vão precisar fechar! Mas tranquilo, por enquanto tá frio, né? Deixa chegar o verão, daí de duas uma: Ou a gente morre seco, ou afundado em um monte de alagamento. E segurança? Fica em casa ou vai pra sua baladinha bacana, mas fecha o vidro porque a rua tá perigosa! Pois se depender da polícia você tá lascado, né?

É, pois é! Mas se ficar doente, conta com seu seguro saúde, pois hospital público, você sabe! Mas mesmo assim: Comemora, gente! Seus deputados então, poxa vida! Que orgulho desses caras que vão te representar. Mas dane-se, né? Você vai esquecer e eles vão sambar lá no palácio, com um salário astronômico que você deu! Mas não te atinge, pois sua vida tá ganha! Seu trabalho garantido! O seu Governador, seu Presidente, isso sim: Tem que ter a imagem sólida, de verdadeiros heróis, paladinos da justiça que vão combater a escória da sociedade. Pra que olhar dos lados e perceber os outros, se eu posso colocar a culpa de todos os problemas do mundo em um partido! Fica mais fácil a vida assim, né? Selva de Pedra é um apelido que nos cai tão bem! 

Nesse mundo de São Paulo tão sozinho que se separa em classes e perfis tão determinados, que não buscam a argumentação e a coerência juntos, que não se entendem, que se atacam e pior, que comemoram! A política vira o futebol de times opostos e rivais fervorosos! Não somos o mesmo time, Brasil. Infelizmente a gente disputa nossas diferenças e temos orgulho de uma vitória, atacando a derrota do outro, oprimindo quem vota o contrário e pior: Pedindo a separação das regiões e se vangloriando de ser os melhores e sustentar o resto do Brasil. Puta qui pariu, Sampa! Aprender a te chamar de realidade, mesmo sendo o avesso, do avesso, do avesso, do avesso que um baiano te cantou é ter que assumir, engolindo sem degustar, como o estado que me representa. E cada palavrinha de ódio disseminada nessa grande comunidade virtual, parece que saiu da minha boca também. Eu sou o resultado de uma maioria, que não vai nem me olhar no meio dos números e estatísticas. E se me ver, vai fingir que nem me viu: Me ignorar como fazem todos os dias, quando andam apressados por aí, tropeçando nos outros sem pedir desculpas… Isso aí virou eu agora, que me sinto uma merda por isso!

Isso não é pro PT, PSDB, PV, DEM, PSB, PMDB, PSD, PSC, PR, PTB, PRB, PPS, PCdoB, PSOL, PEN, PP, SD, PTD, PHS, PTN, PSL, PRP, PROS, PTdoB, PTC, PRTB, PPL, PMN, PSTU, PSDC, PCO. Essa é pra você, eleitor, como eu! E desse jeito, isso aqui não vai dar certo, nem que a melhor pessoa do mundo tivesse sido eleita….

Sobre o que eu vi de bacana por aí…

E nessa semana, foi assim:

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1) Eu vi os Diálogos de Bolso no Facebook e me deu vontade de mandar umas frases pra ele. Mande a sua também!

2) E eu aprendi um monte de coisa com o Gregório Duvivier e sua coluna cheia de coisa pra aprender.

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3) E eu me decepcionei com a dona Marina Silva, recuando em seu plano de governo à favor da comunidade LGBT, após a parcela mais conservadora dos evangélicos reagir? A esperança está perdida? 

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4) Se a vida tá difícil, relaxa e vem rir, porque sempre pode piorar, meus amigos. Veja a lista do Buzzfeed com 38 casos de pessoas que se deram mal em frente à uma câmera.

Das cartas que eu nunca te escrevi – Rotaroots

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Para o meu personagem favorito:

Sim, essa é a resposta que você tanto quis e já sabia, mas não te dei naquela época. Sua suspeita procedia! Era eu toda errada, que me sabotava por me achar menos do que eu era, por medo de ser iludida, por uma prisão descabida que a gente só se coloca, quando acha o pior em tudo que vê. Naquela época eu sempre esperava a porrada maior, pois achava que tragédia pouca era bobagem.

Menina de tudo, cresci muito rápido pra dor e muito lenta pro amor. Vi fantasmas aonde não tinham e fui vítima do meu próprio medo: Uma “Anakin” que escolhe o pior lado da força, por achar que estava fazendo a coisa certa. A “Wendy” rebelde que vai contra a história e deixa de acreditar em pensamentos felizes, pra crescer rápido e cruel demais. Daí você já sabe o que aconteceu, né, Peter Pan? Você foi embora livre pra sua Terra do Nunca, pois pra você: Viver sempre será uma grande aventura… Pois é, eu parei por um tempo de acreditar em fadas. E depois que eu percebi o mau passo, não conseguia voltar pro seu mundo e a culpa era dos meus pensamentos tristes, que não saíam da minha cabeça e me impediram de voar.

E se de ontem não se vive e de amanhã não se sabe, hoje eu ainda me recupero das sucessivas quedas, das feridas e machucados, procurando pensar e fazer coisas boas pra me sentir mais humana e menos errada: Ouvidos atentos, leituras constantes, produzindo muito, experimentando o necessário e ponderando em excessos. Viajando pra muitos lugares, estudando e estudando mais. Dirigindo, porém só bicicletas. Dançando, e dançando mais (têm coisas que não mudam). Parei de fumar há 3 anos. Continuo a escrever sem parar e hoje até “quase” vivo disso. Me mudei e desmudei e mudei de novo e desmudei de novo. E assim “camaleoamente”, sinto que há muito o que aprender.

Tem um “Obi Wan”, que está me dando uma nova chance, depois que viu meus insistentes pedidos para uma nova oportunidade. Sim, Peter, ele nunca deixou de acreditar em mim e no que eu era capaz de fazer. Me dá aulas constantes, tem calma e paciência pra me fazer enxergar por mim mesma, o melhor que têm aqui dentro. Sou uma eterna “Padawan”, feliz com minha condição de aprendiz.

E sobre você, Peter, soube que na sua Terra do Nunca, o Capitão Gancho, apesar de tentar, continua não tendo vez. Fique firme nisso, nossos maiores inimigos somos nós mesmos quando deixamos de acreditar na gente. Também soube que as fadas te fazem felizes e te rodeiam pra te dar alegria. Soube de uma fada em especial, que brilha teus olhos e te faz um menino com mais força e vontade de voar. E que depois que ela chegou, você passou a viver por ela. Que incrível, Peter. Quero um dia viver essa mesma emoção pra entender o quão mágico é tudo isso.

Sinto muito ainda não conseguir voar, mas entendo o tempo de uma forma mais justa agora… Porém não desisto e nem me fecho para o que vier… Aceito e vou em frente. Um dia espero te ver de novo. É por essas e outras, que toda noite, antes de dormir, eu sempre lembro de conferir se deixei minha janela aberta…

*Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva do Projeto Rotaroots.

O que é independência para mim? – Rotaroots

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Sabe que eu respirei fundo antes de começar a escrever sobre esse tema? Na verdade, nem esboço eu fiz, pois queria que as ideias nascessem livres e fossem apenas comandadas espontaneamente por essa cabeça torta, que escreve um pouco errado, mas têm boas intenções.

Começo o texto te dizendo que independência não existe. E pode ser um soco no estômago ler isso de uma mulher de 30 anos, que sempre estimula vocês a correr atrás das suas vontades e que também busca se encontrar, se entender e saber fazer boas escolhas pra seguir em frente. Mas é isso aí, não somos independentes e precisamos sim uns dos outros ou de alguma coisa. E isso não tem nada haver com liberdade, pois ser livre é depender de si mesma e de condições que você cria e de momentos que você vive e gosta de relembrar, pra sorrir no fim de uma noite que valeu à pena, pra contar para alguém e dividir sua história e principalmente pra não esquecer.

E se pagar as suas contas já for suficiente pra você se sentir independente, sinto ter que te lembrar que mês que vêm, você não vai se livrar delas. E se enriquecer, pior ainda. Ou seja, amigo(a), vamos parar de achar que nos bastamos, só porque moramos sozinhos, temos nosso dinheiro, dormimos com quem a gente quer, saímos pra aonde bem entender e damos a última palavra em nosso trabalho, no restaurante, comprando alguma coisa ou resolvendo algum problema.

Eu dependo de situações que me fazem tremer as pernas e gelar as mãos, porém em alguns casos, dependo de emoções que aquecem minha alma, arrepiam meu corpo e acalmam meu espírito. Sim, sou uma eterna “padawan”, uma aprendiz voraz, uma curiosa que busca, nos últimos tempos, ler, ouvir e falar menos do que ontem e mais do que amanhã. Apesar de tremendos insucessos nesse quesito, esse é meu exercício diário.

Eu dependo das viagens físicas que me levam pra novos lugares e outras culturas, tanto quando eu dependo das viagens sensoriais, que me levam pra longe e me tiram da rotina e do senso comum. Eu não saberia viver sem a minha grande imaginação e o roteiro que escrevo mentalmente quando saio de casa, com minha trilha sonora, atrás de uma nova aventura. Porque pra mim, tudo fica sem graça demais quando não têm poesia.

Eu dependo de gostos e novos sabores dos cheiros e de novos odores. Eu dependo dos pequenos prazeres, mas desses eu não vou atrás, pois eles acontecem naturalmente, quando a gente se dá uma oportunidade de vivenciá-los: Como pisar na terra molhada com pé descalço, comer pipoca doce e manchar os dedos, quando sair do teatro. Sentir o estômago dar um nó, quando olhar ou lembrar de alguém que se gosta. Pensar na vida antes de dormir, se aconchegando mesmo que sozinha(o) e acordar devagar espreguiçando, estralando o corpo e se dando bom dia. O bolo quente, o cheiro do café, o pão na chapa com manteiga, o gol do seu time, o beijo que surpreende, achar dinheiro no bolso, uma ligação boa ou uma mensagem inesperada que faz bem de se ler…

Eu dependo dos meus erros, dos meus acertos, da minha fraca memória, dos blocos de anotações, das listas e principalmente do meu tênis cinza, que está descolando, todos dizem que é feio, mas é muito confortável e uma delícia, pra sair por aí…

Ou seja, meus amigos, pra eu me sentir livre, eu preciso ser muito dependente.

Esse é mais um post de blogagem coletiva do projeto Rotaroots. Se você quiser ver outros post sobre o tema ou conhecer um pouco mais dessa comunidade de blogueiros, entra lá na página e se divirta.